
ESTUDO PARA O PRIMITIVO FRISO
SOBRE O PROSCÊNIO

VISCONTI TRABALHANDO NO FRISO
SOBRE O PROSCÊNIO

ESTUDO DO SEGUNDO FRISO DO PROSCÊNIO
- 1934

FRISO SOBRE O PROSCÊNIO

PANO DE BOCA E FRISO SOBRE O PROSCÊNIO

FRISO SOBRE O PROSCÊNIO
DETALHE

FRISO SOBRE O PROSCÊNIO DETALHE

FRISO SOBRE O PROSCÊNIO DETALHE

FRISO SOBRE O PROSCÊNIO DETALHE

FRISO SOBRE O PROSCÊNIO DETALHE
|
No
mesmo período em que executou o Pano de Boca e o “Plafond”, entre
1906 e 1908, Eliseu Visconti preparou a decoração do friso sobre
o proscênio do Teatro Municipal, ou seja, o friso que seria colocado
no alto do arco da boca de cena do Teatro. Com um estilo que se
harmonizava com as demais decorações, o friso sobre o proscênio
representava nus femininos e anjos esvoaçantes, cujo motivo resumia-se
às palavras “A poesia e o amor afastando a virtude do vício”.
Em
1934, obras de reforma no Teatro incluem o alargamento da boca
de cena, sendo Visconti chamado para alargar também o primitivo
friso sobre o proscênio, que media 4 m x 15 m. Após analisar
o problema, Visconti decide pela execução de um novo friso, que
deveria ter 4 metros a mais de comprimento. Para o novo
friso, Visconti escolheu o título "As nove musas recebem
as ondas sonoras".
Tapajós
Gomes visitou Eliseu Visconti quando o artista executava o novo
friso em seu atelier da Av. Mem de Sá e, em reportagem publicada
no Correio da Manhã em 15 de dezembro de 1935 afirma:
“Quem quer que veja as obras (de
Visconti) todas juntas no Teatro Municipal não será capaz de
supor que, entre as primeiras e a última medeia um intervalo de
três décadas! Seremos então forçados a chegar a esta conclusão:
ou há trinta anos Visconti se adiantara a si mesmo, trinta anos,
ou agora o mestre consagrado recuou trinta anos, para surgir em
pleno esplendor de sua mocidade gloriosa”.
E
prossegue Tapajós Gomes:
“Porque o que se verifica na tela de
1935 é a mesma segurança, a mesma nitidez, o mesmo equilíbrio
na distribuição de tintas, a mesma perfeição do desenho, a
mesma harmoniosa cambiante de cores, a mesma luminosidade sadia e
fresca das telas de 1906!”
“Todo o friso
obedece a uma gradação maravilhosa de cores, em que predomina a
tonalidade azul, do mais claro ao mais carregado, porém, sempre
azul e sempre suave, numa pintura absolutamente sólida, mas leve,
que impressiona quase como uma carícia para a sensibilidade
alheia.”
Visconti
em pessoa, à época com 69 anos, sobe nos andaimes e participa
da colocação dos trabalhos do friso, no alto da boca de cena.
Para a execução do novo friso sobre o proscênio do Teatro Municipal
do Rio de Janeiro, Visconti contou com a colaboração de sua filha
Yvonne Visconti Cavalleiro, de seu genro Henrique Cavalleiro e
de seus discípulos Agenor César de Barros e Martinho de Haro.
No
dia 3 de julho de 2009, o eletricista Alexandre Alves, integrante
da equipe que executa a reforma do Theatro Municipal para a festa
do seu centenário, encontra por acaso o proscênio
primitivo. Para surpresa da administração do Theatro
e ao contrário do que se imaginava, o proscênio primitivo,
escondido há mais de setenta anos, foi preservado, afastado
do atual e em bom estado de conservação. A notícia
causou grande impacto na mídia e nos historiadores que,
tendo como referência a já citada reportagem de Tapajós
Gomes, de dezembro de 1935, acreditavam que o proscênio
primitivo havia sido destruído.
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ESTUDO PARA O PRIMITIVO FRISO
SOBRE O PROSCÊNIO

ESTUDO PARA O PRIMITIVO FRISO
SOBRE O PROSCÊNIO 1906

VISCONTI SUBSTITUINDO O FRISO SOBRE
O PROSCÊNIO EM 1935

VISCONTI SUBSTITUINDO O FRISO SOBRE
O PROSCÊNIO EM 1935

FRISO SOBRE O PROSCÊNIO
EM 2009 - REFORMA PARA O CENTENÁRIO DO THEATRO

FRISO SOBRE O PROSCÊNIO

FRISO SOBRE O PROSCÊNIO DETALHE

FRISO SOBRE O PROSCÊNIO DETALHE

FRISO SOBRE O PROSCÊNIO DETALHE
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