
NA ALAMEDA-TERESÓPOLIS -
1931

DEDO DE DEUS-TERESÓPOLIS

EVOCAÇÃO DE LOUISE-1935

DESCANSO EM MEU JARDIM-TERESÓPOLIS
- 1938

TRES MENINAS NO JARDIM 1940

ROUPA ESTENDIDA - 1944

QUARESMAS - 1942
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“E'
o chamado ''Período de Teresópolis ''. Visconti se eleva a novos
cumes em sua arte. Suas paisagens, a que até então não faltava
luz, ganham extraordinariamente em atmosfera. O ar tem vida, tem
movimento. Geralmente uma bruma suave arrefece os contornos, o
que não impede, entretanto, que as flores vermelhas no primeiro
plano se destaquem com violência. Voltam as roupas nos varais
a encantar o artista, que não raro alcança efeitos surpreendentes
com esse tema, como em ''Roupa
estendida'', de 1943. As sombras se abrandam, e as linhas
de horizonte, geralmente formadas por montanhas altas e recortadas,
sobressaem-se no céu de nuvens. Animam as
paisagens pessoas de sua família e crianças dos arredores.
A tonalidade e a compacidade de suas tintas variam. Claras e fluidas,
ou mesmo quase monocrômica em azul claro, obtendo o mais belo
efeito de neblina, como em ''Pombos do Meu Atelier''; ou sóbrias
nas gamas de cinza e oca, trabalhando a espátula em pasta compacta
como “Revoada de Pombos'', do Ministério da Educação e Saúde.
Retrata
amigos, os filhos, a si próprio, em fatura cada vez mais larga,
luz e sombras bem manchadas em pinceladas sobrepostas, o colorido
frio nuns, mais quente noutros. Salienta-se a série de
auto-retratos, magnífica na liberdade de técnica.
Chega,
no entanto, a qualquer coisa nova quando executa o ''Retrato
do Sr. Cícero Peregrino da Silva'', 1943, do patrimônio do
Museu Nacional de Belas Artes. Abandona os tons que usava e
concentra-se numa modulação simples de castanhos. Ganha em
capacidade emotiva. A superposição de tons, que já aplicava
anteriormente, é agora distribuída em áreas maiores, o que
faculta uma vibração discreta a essa figura abatida pelos anos.
Em
''Quaresmas'', sua procura no sentido de obter o máximo de
atmosfera e luminosidade é coroada de êxito. Alia o divisionismo
à pincelada corrida, e logra, não só a vibração do ar pela
cintilação das quaresmas variadamente coloridas, como ainda a
calma repousante da cena familiar no primeiro plano. A roupa no
varal, em pinceladas largas, reflete esplendidamente a luz coada
por entre as flores luminosas. Em ''Três Marias'', aplica ao
retrato uma técnica um tanto semelhante, mas de colorido tão sóbrio
como o “Retrato do Sr.
Peregrino da Silva”. Não se limita aos ''terras'', entrando
pelos ''lacas''. Sob o fundo divisionista livre, mas também sóbrio
de cor, essas tonalidades sérias adquirem
uma luminosidade dourada apreciável, que ilumina a tez
morena das cabeças sabiamente manchadas. Ilumina por
dentro, em claro-escuro imprevisto e estranho. São
retratos, porém tal é a transposição efetuada pelo
pintor, que nos parece imagens de uma concepção de visionário.
Pena
ter a morte surpreendido o artista quando em sua nova procura –
o que nos reservava ficará para sempre velado aos nossos
olhos.”
Estava
certa Lygia Martins Costa ao imaginar nova procura de Visconti,
pois ao invés da esperada estagnação na velhice, o pintor
jamais parou de evoluir, chegando no fim da vida aos ensaios
abstracionistas de “Revoada de Pombos”. Não foi pois sem razão que o professor e museógrafo
americano Stanton Catlin, especialista em arte latino-americana,
selecionou Eliseu Visconti, ao lado de Tarsila do Amaral e Vicente
do Rego Monteiro, para representar o Brasil como pioneiro, na
exposição dos “Precursores da Arte na América: 1860-1930”,
organizada na cidade de Nova Iorque pelo “Center for
Inter-American Relation”.
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DOMINGO NO SOLAR DE TERESÓPOLIS
- 1936

RAIOS DE SOL-TERESÓPOLIS
1935

AUTO-RETRATO EM TRES POSIÇÕES
- 1938

UM NINHO-TERESÓPOLIS 1940

RETRATO DE CÍCERO PEREGRINO
DA SILVA-1943

ESTENDENDO ROUPA -c. 1940

ROUPA ESTENDIDA - 1943
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