
PAINEL CENTRAL DO FOYER DO TEATRO
MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO

MOÇA NO TRIGAL - 1913

TOBIAS NO JARDIM DE SAINT HUBERT
- 1916

PAISAGEM DE SAINT HUBERT - 1915

MEDITANDO - 1916

LOUISE, TOBIAS E AFONSO - 1916

A LEITEIRA

PARC MONTSOURIE

RETRATO DE FAMÍLIA - 1919
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“A
segunda encomenda para a decoração do nosso Teatro Municipal
leva Visconti de novo
à Europa. É o
“foyer” dessa vez, já por todos consagrado como a obra prima
do artista e das decorações mais belas da arte de nossos dias.
Para executá-la volta Visconti ao impressionismo. O estilo tinha
que ser, tanto
quanto possível, semelhante ao das demais decorações que já
fizera no Teatro. Mas o artista evoluíra e, não abordando a técnica
pela primeira vez, supera-se a si mesmo.
De
três partes compõe-se a decoração: um grande painel central
retângulo de cerca de 16 metros de comprimento e de dois pequenos
laterais, em asa de cesto. Uma “alegoria
à Música” é o motivo do principal, e “Inspiração
musical” e “Inspiração poética” os painéis
complementares. É uma sinfonia lindíssima de tons que vão, no
painel central, do rosa ao azul, passando por todas as gradações
suaves do violeta, tendo nos painéis laterais seus centros de
irradiação do vermelho num, e do azul, noutro. O mais
interessante é que na composição desses tons suaves entram
cores como o vermelho, o azul ultramar e o amarelo, diferentemente
distribuídos de modo a obter o máximo de vibração no efeito
geral. Numa atmosfera de sonho, movem-se graciosamente nus
femininos e anjos, tocando toda a variedade de instrumentos de
musica. Há uma delicadeza extrema no tratamento das figuras
executadas, como já víramos no “plafond”,
em pasta mais lisa do que o resto da composição em técnica
divisionista.
Enquanto
trabalhava nessa decoração, Visconti executava inúmeras
paisagens de Paris e de St . Hubert, sobretudo. As que
executou tão logo chegou do Brasil ainda apresentam sombras
escuras. Mas clareia
sua palheta, substitui os castanhos pelos violetas, bem patentes
em “Leitura à
Beira-Rio” “Sob a
Folhagem” (uma jóiazinha que tanto nos lembra Pissarro),
“Tetos de Paris”, “Outono em St. Hubert”, etc. Mais tarde, para as sombras,
usa, ao invés do violeta, o oca, o que dá uma coloração geral
dourada.
Desse
período de paisagista de St. Hubert têm que se destacar, como
fases distintas na pincelada,
“Ronda de Crianças”,
ainda um tanto conservadora, “Flores da Rua”, mais vivo pelas pinceladas curtas e interrompidas,
e “Cura de
Sol”,
executada bem
pouco antes de voltar para o Brasil, com o contraste bem nítido
do tratamento impressionista da paisagem com a fatura lisa na
representação das figuras.
No
esplêndido “Retrato
da Família do Artista” de 1916, vê-se o colorido de tons
baixos e sombras verde-escuras e a composição cerrada nas cinco
cabeças agrupadas com aparente displicência. Mas essa tonalidade
sombria traz em si muito do que apreendera na prática do impressionismo.
Já o retrato de sua filha em ''Meditando''
é claro, alegre na superposição de tons de rosa e vermelho sobre
o verde-claro do ar livre. As sombras são finalmente coloridas.
E na ''Cura
de Sol'',
que citamos há pouco, as sombras são mais tênues, provavelmente
devido à reverberação do sol”.
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CRIANÇAS BRINCANDO 1913

SOB A FOLHAGEM - c 1913

LEITURA À BEIRA DO RIO-c.1915

JARDIM DE LUXEMBURGO 1915

NINANDO NO JARDIM - 1916

FLORES DA RUA - 1916

TARDE EM SAINT HUBERT 1917

PARC MONTSOURIE

VITÓRIA DE SAMOTRÁCIA
1919
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